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Consultoria em cibersegurança LC SEC divulga guia com medidas para reduzir fraudes, roubos de celulares e sequestro de contas durante a folia
Com o Carnaval 2026 marcado para os dias 16 e 17 de fevereiro, o período de maior aglomeração do país volta a acender um alerta que vai além do cuidado individual. A LC SEC, consultoria especializada em governança, cibersegurança e conformidade regulatória, lança um guia público de boas práticas em seu site para reduzir golpes digitais durante a folia, diante do aumento de roubos de celulares, fraudes em pagamentos instantâneos e ataques de engenharia social, como mensagens e perfis falsos que induzem a vítima ao erro.
O movimento ocorre em um cenário de perdas bilionárias. Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo Pix ou boletos, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados em reportagem da Rádio Senado. A combinação de distração, pressa e alto volume de pagamentos transforma o Carnaval em um teste real para a segurança digital.
No pano de fundo, relatórios globais reforçam que a maioria dos incidentes depende de alguém cair em uma armadilha. No Data Breach Investigations Report 2024, a Verizon aponta que o fator humano esteve presente em 68% das violações analisadas, mostrando que conscientização e comportamento continuam sendo peças centrais da defesa digital.
Segundo Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, o impacto pode ir além da pessoa física. “Quando o celular roubado também é usado para e-mail corporativo, aplicativos de trabalho, nuvem ou autenticação em dois fatores, o incidente deixa de ser apenas pessoal e pode virar um vetor de ataque contra a empresa. Um único descuido pode gerar um efeito dominó”, afirma o executivo.
Para reduzir a exposição durante a folia, a LC SEC recomenda um checklist prático, válido tanto para pessoas quanto para equipes de campo ou plantão. Entre as orientações estão reduzir limites de Pix e cartão ao valor que será utilizado no dia, evitar redes Wi-Fi públicas ou com nomes de blocos e bares, conferir atentamente valor e destinatário antes de confirmar pagamentos, não perder o cartão de vista em maquininhas e reforçar a proteção do celular com senha forte, bloqueio automático curto e notificações ocultas na tela.
No ambiente corporativo, a consultoria orienta empresas a aproveitarem o período pré-feriado para reforçar a comunicação interna. “Uma conversa de dez minutos antes do Carnaval já ajuda muito. Revisar contatos de emergência e o fluxo de resposta a incidentes pode fazer a diferença entre um susto controlado e um problema sério”, explica Luiz Claudio. Para marcas e organizadores de eventos, o monitoramento de perfis falsos e domínios semelhantes também é apontado como medida essencial para reduzir golpes envolvendo ingressos e promoções inexistentes.

