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Quitar dívidas é um passo importante, mas não significa acesso imediato ao crédito. Segundo Patricia Bertolin Abrahao, gerente jurídico da Recovery, o mercado avalia não apenas a quitação, mas também o histórico de inadimplência, o tempo de atraso e a consistência do novo comportamento financeiro.
O que pode atrapalhar
- Histórico recente de dívidas: birôs registram baixas, mas o passado pode pesar.
- Score de crédito baixo: varia de 0 a 1000 e leva tempo para melhorar.
- Pouca movimentação no CPF: sem contas ou cartões ativos, faltam dados para análise.
- Renegociações em aberto: enquanto não houver quitação, podem existir restrições.
- Dados desatualizados: birôs têm até 5 dias úteis para retirar o nome da lista.
- Renda incompatível: bancos avaliam capacidade de pagamento.
- Excesso de pedidos recentes: muitas solicitações reduzem a confiança.
- Tempo longo com nome negativado: reforça a imagem de risco.
Como recuperar crédito
- Atualizar dados nos birôs de crédito.
- Pagar contas em dia no próprio nome.
- Usar crédito de forma controlada (cartões consignados ou com garantia).
- Evitar pedidos sucessivos de crédito.
- Formalizar renda e aumentar a comprovação.
- Negociar alternativas com o banco.
- Monitorar a evolução do score em plataformas como Serasa e Boa Vista.
Paciência e consistência
O nome sai da lista de inadimplentes em até 5 dias úteis após o pagamento, mas o score pode levar 30 a 90 dias para começar a reagir. A reconquista da confiança do mercado exige tempo, organização e disciplina financeira.

