• 2 de abril de 2025

Ester Laccava volta em cartaz com “A Árvore Seca” no Teatro Alfredo Mesquita

Foto: João Caldas

A segunda peça da trilogia GRITO DE MULHER, aborda temas questões sobre o feminismo

Numa odisséia épica, Ester Laccava narra em primeira pessoa a história emocionante de uma mulher que transcende sua infertilidade e arranca à força, felicidade nos pequenos momentos de sua vida no sertão. O texto poético, baseado na literatura de cordel, se reveza com depoimentos autobiográficos da atriz, e é a segunda peça da trilogia GRITO DE MULHER. A Árvore Seca entra em temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita, em Santana, de 21 de março a 13 e abril.

A ideia do texto nasceu na Bahia, em Feira de Santana, onde a atriz passava alguns dias, em 2005. Antes já havia conhecido Alexandre Sansão, jovem que ousava arrebatá-la com seus textos em cordel. Ester encomendou ao moço um monólogo sobre uma velha no sertão. Deixou- o completamente assustado quando falou que poderia escrever o que quisesse.

Ester havia feito um filme com Leandro Goddinho e Antonio Vanfill, os diretores de A Árvore Seca, também rapazes muito jovens, que compartilharam com ela seus talentos, deixando-a encantada.

A Árvore Seca percorreu lugares inusitados. Em 2013, apresentou-se na Alemanha, no Theater Einstein, depois no festival de Valongo, no Porto e até na casa de um caiçara no litoral Norte de São Paulo. Foi feita, ainda, em uma boate em Passa Quatro, Minas Gerais, com espelhos e pole dance.

Sobre a mostra de solos
A mostra de solos da atriz e diretora foi aberta com Curtume – Dias Secos Inundados de Acácia, em fevereiro e seguiu até 9 de março, no Teatro Cacilda Becker. O projeto termina com a terceira obra, Ossada, a entrar em cartaz em breve. Em comum as peças abordam temas recorrentes no trabalho da artista, assuntos ligados à luta da mulher – abuso, misoginia, preconceito, machismo, assédio, incesto e pedofilia, entre outras questões. Com duração de três meses e circulação por São Paulo, o projeto é realizado com apoio da Lei Rouanet – Governo Federal. Cada espetáculo cumpre temporada de um mês, com doze apresentações de sexta adomingo na cidade de São Paulo, totalizando 36 sessões. Cada uma das peças apresenta um ensaio aberto, uma sessão com tradução em Librase e um debate com a presença dos criadores e da plateia para discutir os temas da peça em questão. As temporadas serão realizada sem teatros com acessibilidade e fácil acesso.

Os 43 anos de teatro
Com 43 anos de teatro, esta atriz, performer, autora e diretora paulistana, filh ade italiana, continua inquieta quando fala do seu ofício, e das suas escolhas. Foi exemplo como produtora ao traduzir, elencar, atuar e produzir um dos maiores sucessos do teatro paulistano A Festa de Abigaiú, em 2007, onde, com ilustres desconhecidos, inclusive ela, arrebatou o público e permaneceu 4 anos em cartaz fazendo filas nos teatros onde passava. Antes disso, já havia conquistado a crítica especializada com os espetáculos O Belo indiferente, em 2003; Garotas da Quadra, em 2004, Volta ao lar, em 2005; Piscina sem água, em 2010.

Sobre o espetáculo do projeto GRITO DE MULHER
A árvore seca, sem dúvida, é um marco na minha carreira. Depois do , sucesso da Festa de Abigaiú, uma comédia inglesa ácida, salto para um sertão, o telúrico, como bem revelou Danilo Santos de Miranda, ao assistir o espetáculo estreado no Sesc Pinheiros. Um giro radical. O tema, a forma, um solo, e uma equipe muito jovem na época. Sabemos que o artista é feito de intuições, já que essas envolvem o risco: to intuindo, mas não tenho certeza… Isso é mágico. Leandro Goddinho, um cineasta de Sergipe, que hoje mora e trabalha em Berlim, vencedor de inúmeros prêmios, foi intuído por mim, para que com 24 anos, dirigisse esse espetáculo, junto de Antonio Vanfill, com a mesma idade na época, e que também assina o figurino. O conceito das projeções, a edição, todas idealizadas pelo Leandro, fazem da obra um recorte universal anímico, de que o barro, é um “estado” puro de existência. As rachaduras de uma secura, das rugas ganhadas com o tempo, podem ser também belezas escondidas no centro da terra. Primal.

SERVIÇO:
A Árvore Seca
Estreia: Dia 21 de março, às 20h.
Temporada: De 21/03 a 13/04
Horário – Sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Gratuito
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 50 minutos
Capacidade: 198 lugares
Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo/SP.

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