Peça E se fosse uma bomba? estreia no Sesc Santana com história da aviadora Anésia Pinheiro Machado

“E se fosse uma bomba?” apresenta às crianças a trajetória de Anésia Pinheiro Machado e resgata histórias de mulheres que desafiaram barreiras em áreas dominadas por homens.

Foto: Fabio M. Salles

O Sesc Santana, na Zona Norte de São Paulo, recebe a partir de 16 de agosto o espetáculo infantojuvenil “E se fosse uma bomba?”, que conta a história de Anésia Pinheiro Machado, uma das pioneiras da aviação brasileira. A temporada segue até 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h, com uma sessão extra em 17 de setembro, às 15h.

Idealizada por Luiza Moreira Salles, a montagem tem dramaturgia de Sofia Fransolin, direção de Rhena de Faria e atuação de Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide.

O espetáculo integra a trilogia Estrelas, Bombas e Garotas, criada para levar aos palcos histórias de mulheres que desafiaram os limites impostos pelo seu tempo.

Peça resgata trajetória de Anésia Pinheiro Machado

Na história, o público acompanha Anésia Pinheiro Machado (1904–1999), segunda mulher a obter o brevê de aviadora no Brasil e a primeira a realizar um voo solo em território nacional, segundo a pesquisa que fundamenta o espetáculo.

Na década de 1920, Anésia enfrentou convenções sociais para seguir a carreira de piloto. Em meio a guerras e revoluções, também defendeu o uso pacífico da aviação.

A pesquisa da peça recupera ainda a trajetória de Thereza de Marzo, também grafada como Teresa Di Marzo, apontada como a primeira mulher a conquistar o brevê de piloto no país. Sua carreira foi interrompida após o casamento, revelando parte dos obstáculos enfrentados pelas pioneiras da aviação brasileira.

“Essas mulheres [precursoras] existiram, abriram caminhos e muitas vezes não receberam o reconhecimento que mereciam. Fazer essas peças é uma maneira de colocá-las no imaginário das crianças, especialmente das meninas, para ampliar as referências de feminino com as quais elas crescem”, afirma Luiza Moreira Salles.

Viagem ao passado aproxima história do universo infantil

Na montagem, os atores interpretam diferentes personagens. Como comissários de bordo dos dias atuais, eles conduzem uma viagem ao passado para revisitar a trajetória de Anésia.

Além da aviadora, aparecem personagens como Santos Dumont, Thereza de Marzo, os pais de Anésia e figuras criadas especialmente para aproximar a narrativa do universo infantil.

A peça também aborda experiências vividas durante a infância e adolescência da personagem, como situações de bullying na escola e a primeira menstruação.

“Algumas cenas foram pensadas para estabelecer uma conexão direta com as crianças, como a passagem em que Anésia sofre bullying na escola ou vive a experiência da primeira menstruação. São situações que ajudam a criar uma ponte entre a infância dela e a de quem está na plateia”, explica Luiza.

Espetáculo integra trilogia sobre mulheres pioneiras

“E se fosse uma bomba?” é a segunda parte da trilogia Estrelas, Bombas e Garotas.

O primeiro espetáculo, “Do que são feitas as estrelas?”, foi inspirado na trajetória da astrônoma Cecilia Payne. O terceiro título ainda está em desenvolvimento e manterá a parceria entre Luiza Moreira Salles e a dramaturga Sofia Fransolin.

A montagem foi contemplada pela 20ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Sesc Santana terá oficina e bate-papo

A programação relacionada ao espetáculo também inclui a Oficina Teatro de Sombras, com Luiza Moreira Salles e Diego Chilio.

As atividades acontecem aos domingos, entre 16 de agosto e 20 de setembro, das 15h às 17h, na Sala de Múltiplo Uso do Sesc Santana. A oficina é gratuita, tem classificação de 6 anos e duração de duas horas por encontro.

No dia 27 de setembro, haverá ainda o bate-papo “Quando a história vira teatro”, das 13h30 às 14h30, com Ludmila Ferolla, Rhena de Faria, Sofia Fransolin e Luiza Moreira Salles.

Diretora do documentário Anésia – Um Vôo no Tempo (2001), Ludmila Ferolla também pesquisou a trajetória da aviadora.

Perguntas frequentes

Quando acontece a temporada de “E se fosse uma bomba?”?

A temporada será realizada de 16 de agosto a 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h. Haverá uma sessão extra em 17 de setembro, às 15h.

Onde será apresentado o espetáculo?

No Sesc Santana, localizado na Avenida Luiz Dumont Villares, 579, em Santana, São Paulo.

Quanto custam os ingressos?

Os ingressos custam R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia-entrada) e R$ 12 (credencial plena).

A programação tem outras atividades?

Sim. A programação inclui a Oficina Teatro de Sombras, gratuita, e o bate-papo “Quando a história vira teatro”, também gratuito.

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📌 SERVIÇO

E se fosse uma bomba?
Temporada: 16 de agosto a 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h
Sessão extra: 17 de setembro, às 15h
Duração: 65 minutos
Classificação: Livre
Local: Sesc Santana
Endereço: Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana – São Paulo
Ingressos: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia-entrada) / R$ 12 (credencial plena)
Compra: site do Sesc SP ou bilheterias das unidades

Oficina Teatro de Sombras

Datas: 16 de agosto a 20 de setembro, aos domingos
Horário: 15h às 17h
Local: Sala de Múltiplo Uso – Sesc Santana
Duração: 2 horas por encontro, 6 sessões / 12 horas
Valor: Gratuito
Classificação: 6 anos

Bate-papo “Quando a história vira teatro”

Data: 27 de setembro
Horário: 13h30 às 14h30
Local: Convivência – Sesc Santana
Participantes: Ludmila Ferolla, Rhena de Faria, Sofia Fransolin e Luiza Moreira Salles
Valor: Gratuito
Classificação: Livre

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