Equipe do Hospital IGESP após primeiro transplante de medula óssea em São Paulo.

Procedimento inédito fortalece a hematologia do hospital e amplia o acesso a tratamentos avançados em São Paulo.

Foto: Divulgação

O Hospital IGESP, do Grupo Trasmontano, realizou com sucesso o primeiro transplante autólogo de medula óssea de sua história. O procedimento foi realizado em um paciente com mieloma múltiplo, tipo de câncer que afeta células da medula óssea, e representa um novo marco na atuação da instituição em medicina de alta complexidade.

A conquista é resultado de um projeto desenvolvido ao longo do último ano, com adequações técnicas, capacitação das equipes e implantação de protocolos assistenciais exigidos pela Central de Transplantes do Ministério da Saúde para habilitação do serviço.

Segundo a médica hematologista e hemoterapeuta Roselene Augusto Passos, responsável técnica pela unidade de transplante de medula óssea do hospital, a autorização exige rigorosos critérios de segurança e qualificação.

O que representa o novo serviço do Hospital IGESP

De acordo com a especialista, todo hospital que realiza transplante de medula óssea precisa ser habilitado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), estrutura vinculada ao Ministério da Saúde.

“O serviço passa por avaliação técnica e estrutural para comprovar capacidade de realizar um procedimento de alta complexidade com segurança e qualidade assistencial”, afirmou Roselene.

A médica destacou ainda que o transplante autólogo é uma etapa fundamental no tratamento do mieloma múltiplo, pois permite consolidar a resposta obtida com a quimioterapia em altas doses, prolongando o controle da doença e melhorando os desfechos clínicos.

O procedimento mobilizou equipes de hematologia, enfermagem, infectologia, nutrição, higiene hospitalar e áreas de apoio assistencial, reforçando o modelo integrado de cuidado adotado pela instituição.

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Investimentos em tecnologia e assistência segura

Segundo Rodrigo Alves de Paula, gerente corporativo assistencial de enfermagem do grupo, o sucesso do transplante demonstra a capacidade operacional construída pelo hospital nos últimos anos.

“Esse resultado reflete o trabalho coordenado de diversas equipes e o investimento contínuo em tecnologia, estrutura e assistência segura. O transplante de medula óssea exige integração, preparo técnico e excelência operacional”, ressaltou.

Ele também destacou que realizar o procedimento dentro da própria instituição proporciona maior comodidade aos pacientes e continuidade do acompanhamento especializado em todas as etapas do tratamento.

Para Agnelo Filho, hematologista do Banco de Sangue do Hemocentro São Lucas e responsável pela coleta das células-tronco, o procedimento representa um momento histórico para o hospital.

Avanço reforça a medicina de alta complexidade

“Trata-se de um avanço significativo, não apenas do ponto de vista tecnológico, mas sobretudo na forma de cuidar. Esse cuidado integrado nos permite oferecer mais qualidade de vida ao paciente”, afirmou o especialista.

Ele também agradeceu à diretoria pelo apoio ao projeto, que, segundo ele, parecia distante até se tornar realidade.

Com o primeiro transplante concluído com sucesso, o Hospital IGESP amplia sua atuação na área de hematologia e reforça sua posição em procedimentos de alta complexidade, com foco em inovação, segurança assistencial e atendimento humanizado.

O avanço contribui para ampliar a oferta de tratamentos especializados em São Paulo, beneficiando pacientes da capital e de diversas regiões, incluindo moradores da Zona Norte.

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