Com a chegada do inverno e do ar mais seco, especialistas reforçam que manter o tratamento da asma e o acesso aos inaladores pode evitar crises graves, internações e até mortes.
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O início do inverno, entre 20 de junho e 22 de setembro, traz um alerta importante para quem convive com doenças respiratórias. O período de temperaturas mais baixas, baixa umidade do ar e maior permanência em ambientes fechados favorece o aumento de infecções respiratórias e agrava quadros de asma, tornando essencial manter o tratamento preventivo e o uso correto dos inaladores.
O tema ganha ainda mais destaque com o Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado em 21 de junho, data que reforça a importância do diagnóstico precoce, da prevenção e do acompanhamento médico para reduzir complicações da doença.
Frio e ar seco favorecem crises de asma
Segundo especialistas, durante o inverno o organismo fica mais exposto à circulação de vírus, bactérias e poluentes. Além disso, o ar frio e seco irrita diretamente as vias respiratórias, aumentando a frequência e a intensidade das crises de asma.
A combinação de ambientes fechados, pouca ventilação, mudanças bruscas de temperatura e maior concentração de poluentes faz desta a estação mais delicada para quem já possui doenças respiratórias.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as complicações gerais de saúde aumentam cerca de 30% durante o inverno, tornando os cuidados preventivos ainda mais importantes.
Brasil registra aumento nas internações por asma
A asma é uma doença inflamatória crônica que compromete os brônquios e provoca sintomas como:
- Falta de ar
- Tosse seca
- Chiado no peito
- Sensação de aperto no tórax
- Cansaço e dificuldade para respirar
Crianças, adolescentes e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
Segundo dados citados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), aproximadamente 20 milhões de brasileiros convivem com a doença. Todos os anos, ela provoca cerca de 350 mil internações e 2,5 mil mortes.
Já o Ministério da Saúde aponta que as internações por asma cresceram 63% entre 2020 e 2025, passando de 47.814 para 78.314 casos, evidenciando a necessidade de ampliar a prevenção e o acesso ao tratamento.
Falta de tratamento contínuo aumenta os riscos
Embora existam medicamentos eficazes para controlar a doença, muitos pacientes interrompem o tratamento assim que os sintomas melhoram ou enfrentam dificuldades para obter atendimento e acesso aos medicamentos.
Segundo o pneumologista Dr. Rafael Futoshi Mizutani, do Hospital Nipo-Brasileiro (HNipo), esse comportamento aumenta significativamente o risco de crises graves.
“O inverno é o período mais crítico para o paciente asmático, pois o ar seco e a permanência em locais fechados fragilizam as defesas do pulmão. O grande perigo está na interrupção do tratamento contínuo e na dificuldade de acesso aos medicamentos essenciais”, explica o especialista.
Campanha mundial defende acesso aos inaladores
A Iniciativa Global para a Asma (GINA) escolheu como tema da campanha mundial de 2026:
“Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente.”
Segundo a entidade, mais de 260 milhões de pessoas vivem com asma no mundo, e a doença provoca mais de 450 mil mortes por ano.
A campanha destaca que os corticoides inalatórios são fundamentais para controlar a inflamação das vias respiratórias e prevenir crises graves. Diferentemente dos broncodilatadores de alívio rápido, esses medicamentos atuam na causa da doença e ajudam a reduzir hospitalizações.
A GINA também alerta que a falta de acesso a esses medicamentos ainda representa um dos maiores desafios globais, especialmente em países de baixa e média renda.
Como reduzir o risco de crises no inverno
O pneumologista recomenda alguns cuidados simples que fazem diferença durante a estação mais fria do ano:
- Manter a vacinação em dia, incluindo gripe, Covid-19 e pneumonia quando indicada.
- Lavar as mãos com frequência e evitar contato com pessoas gripadas.
- Manter a casa limpa, reduzindo poeira, ácaros, mofo e pelos de animais.
- Evitar fumaça de cigarro, perfumes fortes e excesso de produtos de limpeza.
- Continuar praticando atividade física, preferindo locais bem ventilados e longe de vias com grande circulação de veículos.
- Beber bastante água, mesmo sem sentir sede.
- Usar roupas adequadas para o frio e evitar mudanças bruscas de temperatura.
- Nunca interromper o tratamento sem orientação médica.
Perguntas frequentes
O frio causa asma?
Não. O frio não causa a doença, mas pode desencadear crises em pessoas que já têm asma.
O inalador deve ser usado apenas durante a crise?
Não. Muitos pacientes precisam utilizar medicamentos preventivos diariamente, conforme orientação médica.
Quem tem asma deve praticar exercícios?
Sim. A atividade física é recomendada, desde que a doença esteja controlada e haja acompanhamento médico.
Quais são os principais sinais de alerta?
Falta de ar intensa, chiado persistente, dificuldade para falar e sensação de aperto no peito exigem atendimento médico imediato.
Essa informação pode proteger você e sua família
Com a chegada do inverno, manter o tratamento da asma em dia faz toda a diferença para evitar crises, internações e complicações. Compartilhe esta matéria com familiares e amigos e continue acompanhando o Universo ZN para mais conteúdos sobre saúde e qualidade de vida.
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