Queda das temperaturas exige atenção redobrada de idosos e pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas.
Foto: Freepik
O aumento do frio em São Paulo e em diversas regiões do país pode elevar em até 20% o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo alerta da Rede Brasil AVC. Com a chegada de novas frentes frias e temperaturas abaixo dos 14°C, especialistas reforçam a importância de reconhecer rapidamente os sintomas e buscar atendimento médico imediato, já que cada minuto é decisivo para reduzir sequelas e salvar vidas.
De acordo com a entidade, idosos e pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares fazem parte dos grupos mais vulneráveis durante períodos de frio intenso.
Segundo a neurologista Dra. Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, as baixas temperaturas provocam a contração dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial — um dos principais fatores de risco para o AVC.
Por que o frio aumenta o risco de AVC?
Durante os períodos de frio, o organismo precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal estável.
Esse processo provoca a contração dos vasos sanguíneos, dificultando a circulação e elevando a pressão arterial. Em pessoas que já possuem fatores de risco, esse cenário pode favorecer a ocorrência de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares.
Segundo a Rede Brasil AVC, estudos científicos indicam que o risco de AVC aumenta especialmente quando os termômetros registram temperaturas inferiores a 14°C.
A situação merece atenção especial em cidades como São Paulo, onde sucessivas frentes frias têm provocado quedas acentuadas de temperatura nos últimos dias.
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Quais são os sinais de alerta?
A neurologista destaca que reconhecer os sintomas rapidamente pode fazer toda a diferença no tratamento.
Entre os principais sinais de alerta estão:
• Fraqueza ou formigamento no rosto, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo;
• Dificuldade para falar ou compreender frases simples;
• Alteração repentina da visão;
• Perda de equilíbrio ou coordenação motora;
• Tontura súbita;
• Dor de cabeça intensa e sem causa aparente.
Segundo a especialista, uma forma simples de identificar possíveis sinais é pedir que a pessoa sorria, levante os dois braços e repita uma frase simples.
Se houver dificuldade em realizar qualquer uma dessas ações, é necessário procurar ajuda imediatamente.
Atendimento rápido pode salvar vidas
De acordo com a Dra. Sheila Martins, o tempo é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento.
“Ao perceber um desses sinais, o Samu (192) precisa ser imediatamente acionado. O tempo de chegada ao hospital é decisivo para reduzir danos e salvar vidas”, explica.
Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento especializado, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas permanentes.
Até 80% dos casos podem ser evitados
A Rede Brasil AVC destaca que grande parte dos casos está relacionada a fatores que podem ser controlados.
Segundo a entidade, até 80% dos AVCs podem ser prevenidos por meio do controle adequado da pressão arterial, diabetes e colesterol, além da adoção de hábitos saudáveis.
Entre as medidas recomendadas estão:
• Praticar atividade física regularmente;
• Manter alimentação equilibrada;
• Evitar o tabagismo;
• Realizar acompanhamento médico periódico;
• Controlar doenças crônicas já diagnosticadas.
Para especialistas, a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir os índices da doença e preservar a qualidade de vida da população.
Perguntas frequentes
O frio realmente aumenta o risco de AVC?
Sim. Segundo a Rede Brasil AVC, evidências científicas indicam aumento de até 20% no risco, especialmente quando as temperaturas ficam abaixo de 14°C.
Quem precisa ter mais atenção durante o inverno?
Principalmente idosos e pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas.
O que fazer ao suspeitar de um AVC?
Acione imediatamente o Samu pelo telefone 192 e procure atendimento médico de urgência.
É possível prevenir o AVC?
Sim. Segundo especialistas, até 80% dos casos podem ser evitados com controle dos fatores de risco e hábitos saudáveis.
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