Mostra reúne pinturas de diferentes regiões do país e aborda temas como religiosidade, cotidiano, natureza, trabalho e lutas sociais até janeiro de 2027
Foto: Everton Ballardin
O Sesc Santana, na Zona Norte de São Paulo, recebe até 25 de janeiro de 2027 a exposição “Trocas e Olhares 2: Acervo Sesc de Arte”, com entrada gratuita. A mostra reúne 18 obras de diferentes regiões do Brasil que integraram edições da Bienal Naïfs do Brasil, realizada no Sesc Piracicaba ao longo de três décadas.
A exposição propõe um olhar sobre as produções artísticas populares brasileiras, aproximando pinturas, gravuras e xilogravuras de temas presentes na vida cotidiana, na cultura, na religiosidade e nas relações sociais.
A visitação acontece de terça a domingo, com horários diferenciados, além de feriados. A classificação é livre, permitindo que pessoas de diferentes idades conheçam as obras e participem das reflexões propostas pela mostra.
Exposição organiza obras em seis eixos temáticos
A seleção está organizada em seis núcleos: Corpos, Cotidianos, Lutas, Naturezas, Ritos e Trabalhos. Cada eixo apresenta diferentes perspectivas sobre a experiência humana e a diversidade cultural brasileira.
A proposta vai além da organização das obras por características formais. Os núcleos funcionam como pontos de partida para estabelecer conexões entre a arte e questões como modos de vida, manifestações religiosas, conflitos sociais, diversidade dos corpos e preservação ambiental.
A mostra também inclui textos inéditos de Ailton Krenak, Antônio Bispo dos Santos, Dione Carlos, Iguatemy da Silva Carvalho, Lua Cavalcanti e Naine Terena, que ampliam as possibilidades de interpretação das obras.
Natureza, território e lutas sociais estão entre os destaques
No eixo Naturezas, as obras abordam as relações com os ecossistemas e os impactos da ação humana. Entre os destaques estão Sobrevivência (1986), de João Pereira de Oliveira; Fazenda I (1992), de Gerardo de Souza; e Amazônia Tráfico I (2006), de Adão Domiciano, que aproxima questões ambientais e sociais.
Já o núcleo Lutas apresenta manifestações e reivindicações territoriais e comunitárias por meio das obras Urubus na Prefeitura (2000), de Lourdes de Deus; Invasão (1988), de Emma Valle; e O Martírio de Nossa Senhora do Brasil (2019), de Shila Joaquim.
Cotidiano, diversidade e religiosidade ganham espaço
O eixo Corpos reúne trabalhos que convidam à reflexão sobre diversidade, gestos e memórias. Entre eles estão Mãe, Flor e Borboleta (2002), de Antônio Scarelli; Sementes, Plantio e Colheita (2014), de Denise Costa; e Capoeira de Angola (2004), de Mestre Zequinha.
Em Cotidianos, a rotina, a cidade e as cenas urbanas aparecem em obras como Fome Zero (2004), de Deraldo Clemente; Centro da Cidade (2002), de Carlos Alberto de Oliveira, conhecido como Carlão; e Casamento II (2006), de João Alexandre Sarti.
O núcleo Ritos aborda manifestações de fé, devoção e celebrações populares. A seleção inclui Festa de Orixás (1998), de Ivan da Silva Moraes; Devoções Populares (1998), de Tânia de Maya Pedrosa; e Cavalhada em Matheus Leme (1996), de Rodelnégio Gonçalves Neto.
Trabalho e saberes populares completam a mostra
O último eixo, Trabalhos, destaca ofícios e atividades do campo e do artesanato. Entre as obras selecionadas estão a xilogravura Os Artesãos (2004), de J. Miguel; a pintura Corte de Cana (1994), de Anésio Cardoso; e a gravura A Psicanalista (2004), de J. Borges.
A exposição acompanha a segunda edição de um material educativo destinado a pessoas educadoras de diferentes áreas do conhecimento, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
A iniciativa busca ampliar o contato com produções frequentemente identificadas como populares, historicamente afastadas de determinados espaços formais de ensino de arte e dos discursos artísticos hegemônicos.

Vai visitar?
A exposição é uma oportunidade para conhecer diferentes expressões da arte brasileira e refletir sobre as histórias, os costumes e as questões sociais representadas pelos artistas.
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📌 SERVIÇO
Exposição: Trocas e Olhares 2: Acervo Sesc de Arte
Local: Sesc Santana
Endereço: Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana, São Paulo – SP
Período: De 8 de outubro de 2026 a 25 de janeiro de 2027
Horários de visitação:
- Terça a sexta-feira: das 9h às 20h
- Sábados: das 10h às 19h
- Domingos e feriados: das 10h às 17h
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

