Doença afeta cerca de 10 milhões de brasileiros; prevenção, diagnóstico e tratamento ajudam a preservar a saúde óssea e a qualidade de vida
Foto: Magnific
A osteoporose é uma doença que reduz a massa e a resistência dos ossos, aumentando o risco de fraturas. Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), cerca de 10 milhões de brasileiros têm a doença. Como pode evoluir sem sintomas, o diagnóstico muitas vezes ocorre somente depois de uma fratura.
A condição pode estar relacionada a fatores genéticos, mas também sofre influência dos hábitos e das condições de saúde ao longo da vida. Por isso, prevenção, acompanhamento médico e identificação dos fatores de risco são importantes para reduzir as complicações.
“A osteoporose pode ter relação com fatores genéticos, mas também pode ser influenciada por nossos hábitos e condições de saúde ao longo da vida. Por isso, é importante prevenir, com alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico”, afirma a reumatologista Cláudia Goldenstein Schainberg.
Fatores de risco para osteoporose
Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da osteoporose estão idade avançada, histórico familiar de osteoporose ou fraturas, menopausa, baixo peso, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada.
Algumas doenças e o uso prolongado de determinados medicamentos, como corticoides, também podem aumentar o risco de perda de massa óssea.
A identificação desses fatores pode ajudar o médico a avaliar a necessidade de investigação e acompanhamento específicos, principalmente em pessoas que apresentam maior risco de fraturas.
Como prevenir a perda óssea
A prevenção envolve manter uma alimentação adequada em cálcio, praticar exercícios físicos regularmente e garantir níveis adequados de vitamina D.
A exposição solar pode contribuir para a produção da vitamina D, sempre respeitando os cuidados necessários com a pele. O acompanhamento médico também permite identificar fatores de risco e avaliar a necessidade de exames, como a densitometria óssea.
Além dos hábitos de vida, a avaliação individual é importante para definir quais medidas são adequadas para cada pessoa.
Tratamento é individualizado
A osteoporose é uma condição crônica e não possui cura definitiva, mas existem tratamentos capazes de reduzir a perda óssea e o risco de fraturas.
Dependendo do caso, podem ser indicados medicamentos específicos, além da adequação de cálcio e vitamina D e de mudanças no estilo de vida. Analgésicos podem ser utilizados para dores associadas a determinadas complicações, mas não tratam a osteoporose.
“O tratamento precisa ser individualizado. O médico avalia o risco de fratura, as condições clínicas e outros fatores para definir a melhor estratégia para cada paciente”, diz Schainberg.
A especialista também destaca que nem toda dor musculoesquelética está relacionada à osteoporose. A investigação da causa é necessária antes da definição do tratamento.
“Antes de tratar um incômodo, precisamos descobrir sua causa. As dores podem ter origem biomecânica, infecciosa, inflamatória ou autoimune. O reumatologista pode orientar a investigação e, quando necessário, indicar medicamentos, exercícios e outros tratamentos”, explica Cláudia Goldenstein Schainberg.
Por ser uma doença silenciosa, a recomendação é não esperar a primeira fratura para cuidar da saúde óssea. Identificar fatores de risco, manter hábitos saudáveis e buscar avaliação médica podem contribuir para preservar a qualidade de vida e a autonomia.
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